Se um dia…
Se um dia me encontrares numa rua da vila,
olha bem para mim!
E lembra-te que fui eu quem mais te amou
Fui eu que tudo perdi por ti
Fui eu que te perdi…..
Ainda espero por ti ….
À noite……………
As noites que eu reclamo para mim.
São minhas as noites, todas
As que choro por ti…..
As que choro sem ti …
As que finalmente sinto que não vens…
E se um dia me encontrares por aí…
Não fujas!
Lembra-te que tanto te dei
Lembra-te do nada que me deste
E do tudo que eu esperei, a vida toda….
Sabes?
Não valeu a pena amar-te
De nada serviu esperar-te
Porque o vento quando grita nos meus sonhos,
vem só, abandonado, frio de afectos….
Um dia vais sentir este vento de que te falo e depois
Depois quererás encontrar -me nas ruas da vila, da cidade, do país ou do planeta
Mas, nesse dia, não haverá mais eu e a tua busca será infecunda.
Será tarde demais!
Para mim, para ti e para o vento.
E duas vidas destroçadas ao vento…..
Anabela Esteves, numa noite de vento
Novembro 2006


